Alimentação infantil: 6 dicas criativas para incentivar as crianças

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“Meu filho não come!” Essa exclamação clássica das mães não é mais uma realidade para muitas famílias, e a incidência de obesidade em crianças mostra que elas provavelmente têm ingerido muito mais alimentos que qualquer geração anterior. Porém, atualmente o desafio é outro — estimular uma alimentação infantil saudável.

Motivos para isso não faltam: a oferta constante de fast-food e alimentos ultraprocessados traz resultados trágicos para a saúde dos pequenos: obesidade infantil, problemas nos dentes, dificuldades de concentração, além de doenças antes só vistas em adultos, como problemas cardíacos, diabetes, entre outros. Preocupante, não é mesmo? Só resta aos pais terem coragem para encarar o desafio de promover uma alimentação infantil mais saudável.

Então, fique de olho em nossas dicas criativas para obter sucesso nesta tarefa!

1. Experimente cultivar

Ver um vegetal crescer faz com que a criança torne-se mais interessada em incluí-lo em sua alimentação. Essa é uma verdade comprovada por muitas pesquisas acadêmicas e em experiências práticas realizadas em escolas.

Sem espaço para plantar? Use a criatividade! Pode não ser possível ter uma horta em seu apartamento, mas se vocês plantarem alguns temperinhos em pequenos vasos, usando-os para preparar um determinado alimento, pode-se despertar a vontade de experimentá-lo. Não custa tentar!

2. Estimule a variedade na alimentação infantil

Estudos sugerem que crianças preferem ter cerca de sete componentes no prato, com seis cores diferentes — mais que o dobro da quantidade dos adultos! O que isso significa? Que elas estão dispostas a experimentar uma variedade maior de alimentos. 

Mas talvez você tenha lido isso e pensado: “Não na minha casa. Meus filhos não querem essa variedade toda”. Será? Não perca o item seguinte e descubra o que pode estar acontecendo!

3. Capriche na disposição do prato

Acredite: olhar para o prato e ver a comida colorida é muito atraente para as crianças, sim! A mesma pesquisa mostra que um segredinho na distribuição pode fazer toda a diferença.

Enquanto adultos preferem que os alimentos fiquem juntos no centro do prato, crianças preferem que eles sejam dispostos com uma distância maior, preferencialmente com algum tipo de design ou padrão. Experimente mudar a disposição e prove o resultado!

4. Não exagere na quantidade

O estômago das crianças é pequeno e, para falar a verdade, muitas vezes queremos que elas consumam um prato equivalente ao dos adultos. É uma proporção injusta.

Pesquisas revelam que as crianças comem cerca de 60% do que elas servem para si mesmas, e isso é natural. Afinal, elas ainda estão desenvolvendo o paladar e, às vezes, descobrem que não querem comer um determinado alimento ou querem uma quantidade menor.

Portanto, se o seu filho não “limpa o prato” sempre que come, saiba que ele é uma criança totalmente normal. O importante é não forçá-lo a comer tudo e elogiá-lo por experimentar uma variedade maior de alimentos.

5. Envolva a criança na elaboração do cardápio

Assim como cultivar o alimento gera interesse, envolver a criança na escolha e no preparo também é fundamental. Essa é uma forma de conhecerem a aparência, o cheiro e a textura dos alimentos nas diversas etapas, o que desperta o desejo.

Crianças se orgulham do resultado de seu trabalho. Por isso, permitir que escolham e cozinhem o prato — com cuidado e supervisão — faz com que se sintam verdadeiros chefs, responsáveis pelo alimento e muito mais dispostas a prová-lo.  

6. Crie um ritual para a refeição em família

Finalmente, um estímulo valioso para a alimentação infantil apropriada é a refeição em família.

Estudos mostram algo em comum entre famílias que se reúnem para comer à mesa, mantendo-se sentadas até terminar a refeição e desligando a TV durante esse momento: elas conseguem ter uma refeição mais saudável e um índice de massa corporal mais adequado.

Ou seja, esse pequeno ritual contribui para o desenvolvimento de hábitos alimentares apropriados desde a infância, o que possibilita um desenvolvimento pleno.

E então? Gostou das nossas dicas de como incentivar uma alimentação infantil mais saudável? Conhece amigos que enfrentam o mesmo desafio? Compartilhe essas informações com eles por meio das redes sociais!

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