Educação nutricional infantil: como lidar com agitação à mesa

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É comum as crianças passarem por fases em que se recusam a comer qualquer alimento saudável ou transformam as refeições em uma brincadeira em que a única regra é não comer o que os pais querem que elas comam.

Diante disso, é normal e esperado que os pais se sintam frustrados e preocupados com a saúde dos filhos, principalmente quando a criança costumava comer bem anteriormente.

Mas, afinal, o que pode ser feito para resolver a agitação à mesa e dar fim à má alimentação? Aqui vão algumas dicas de educação nutricional infantil para você!

 

Respeite o horário das refeições

É difícil para a criança almoçar grandes porções de arroz, feijão, carne, legume e salada se uma hora atrás o lanche foi um pacote inteiro de biscoito recheado. Por isso, é importante estabelecer bem os horários das refeições e determinar os alimentos e as porções permitidas a cada momento.

Fazer as refeições sempre à mesa e em família também ajuda a criar uma rotina e deixar claro para a criança o que é esperado dela.

Não perca a paciência

Todo mundo sabe que, se a criança nunca provou um alimento, é esperado que não goste ou coma pouco – a chamada neofobia alimentar. Mas, na próxima vez, ela já deve ter se acostumado, certo? Errado! O esperado é que a criança tenha que entrar em contato com o alimento cerca de 10 vezes antes de se acostumar com aquele sabor. E, mesmo assim, é importante considerar que o gosto da cenoura crua pode ser diferente do gosto da cenoura cozida.

Dessa forma, é preciso ter calma, criatividade e paciência: continue oferecendo em diferentes preparos.

Entenda o desenvolvimento normal da criança

Pode ser difícil de acreditar, mas toda a agitação à mesa e a recusa em comer certos alimentos também fazem parte do desenvolvimento normal da criança. Escolher o que quer comer é uma das formas que a criança tem de demonstrar sua independência e de desenvolver sua própria personalidade. 

Nessa fase é tudo um experimento para a criança. Esta semana ela pode não gostar de feijão e querer usar apenas aquela camiseta verde com estampa de super-heróis, enquanto na próxima semana pode amar feijão, odiar arroz e querer vestir apenas camisas brancas. Se os pais se preocupam muito com algum desses detalhes, a situação acaba crescendo mais do que devia e se tornando um problema.

Evite usar a comida como punição ou recompensa

Usar os alimentos como um sistema de recompensa ou punição só traz uma carga emocional desnecessária para as refeições e transforma tudo em um jogo de manipulação. Afinal, se a cada pedaço de brócolis ela ganha uma bola de sorvete, não tem por que comer brócolis no dia que não tem sorvete de sobremesa.  

Quanto menos discussões e preocupações sobre o que a criança come ou deixa de comer, melhor.

Continue oferecendo alimentos saudáveis

Mais do que determinar exatamente o quê e o quanto a criança vai comer, a função dos pais é oferecer alimentos saudáveis em todas as refeições. A criança consegue controlar muito bem quando está com fome ou quando já está satisfeita, sendo difícil essa estimativa a partir da perspectiva do adulto.

Dessa forma, basta controlar o acesso da criança a alimentos hipercalóricos, guloseimas e fast food, e sempre ofertar alimentos saudáveis e nutritivos para garantir a sua saúde.

Conte para a gente, nos comentários, como você lida com a agitação à mesa na sua casa e o que achou de saber mais sobre educação nutricional infantil. 

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