4 erros que os pais comentem com a alimentação das crianças

ROBYN WISHNA / 2012
Cornell food and brand lab Brian Wansink

Quando o assunto é alimentação infantil, é muito comum os pais projetarem suas preferências e restrições alimentares como sendo as mesmas das crianças e, na tentativa de ajustar uma situação para que seja benéfica, acabam cometendo erros que atrapalham no processo.

Quer conhecer quais são estes erros? Separamos uma lista com 4 deles, aparentemente inofensivos. Quando evitados, fazem grande diferença na educação alimentar. Confira! 

1 – Adicionar açúcar ou mel às frutas

É natural que as crianças gostem do sabor doce. Isso geralmente acontece porque o leite materno, primeiro alimento com o qual elas têm contato, tem um sabor levemente adocicado. Ou seja, o paladar já está familiarizado com esse gosto. Entretanto, não se deve esquecer que, na infância, o paladar está sendo construído, portanto a habituação com diferentes sabores e texturas é necessária.

Estudos feitos na Cornell University’s Food and Brand Lab apontam que as crianças tendem a comer as frutas naturalmente se elas forem servidas em pedaços pequenos. O acréscimo de açúcar (e mesmo do mel) não só é desnecessário como pode ser prejudicial para a saúde dos pequenos, favorecendo a obesidade infantil.  

2 – Comprar papinhas prontas

Oferecer papinhas prontas para as crianças é uma prática comum em diversas famílias, afinal: elas não contém conservantes ou aromatizantes, são esterilizadas e as combinações são pensadas para atender as necessidades nutricionais das crianças.

Entretanto, apesar de práticas, essas papinhas oferecem pouca variedade de cores, sabores e de texturas. E, como já mostramos, nessa fase a exposição aos diferentes alimentos é essencial. 

No cotidiano, procure sempre variar as cores dos vegetais oferecidos e cuidado com a apresentação: distribuir espaçadamente pequenas quantidades de alimentos no prato favorece a curiosidade e a ingestão destes alimentos

3 – Servir a comida em pedaços grandes

É claro que devemos incentivar as crianças a comerem sozinhas, mesmo sabendo do enorme risco de bagunça e sujeira que isso envolve. No entanto, já foi constatado que quando os alimento são oferecido em tamanhos pequenos (assim como as frutas)  a criança come com mais calma, causando menos “stress” na hora das refeições. 

 

4 – Não fazer as refeições em família

Tão importante quanto os outros itens, é separar um tempo de qualidade para a refeição das crianças. Isso significa que as refeições devem ser feitas sem distrações (televisão, celular, videogames, etc) e com atenção. É importante que a criança veja o que está comendo, a quantidade de comida que está ingerindo e preste atenção à sua mastigação.

Além disso, tem sido cada vez mais observada a relação do hábito de comer distraidamente e aumento de peso excessivo, tanto para crianças quanto para adultos. Se pararmos para pensar, dificilmente saberemos descrever os sabores e as texturas da última coisa que comemos, não é mesmo? 

Este momento também serve para dar o exemplo de uma boa alimentação. 

O post de hoje te ajudou a repensar a alimentação das crianças? Você conhece alguma outra prática alimentar que acarrete em problemas? Compartilhe com agente, o espaço dos comentários é seu.

 

Francielly Kirchner Caobianco
Nutricionista CRN 2180

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